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Shirley

PRINCIPIAS DÚVIDAS SOBRE RONCO E APNÉIA

1.    TRATAMENTO

O primeiro passo é mudar os hábitos que levam aos fatores de risco individuais, tais como: bebida alcoólica, tabagismo, obesidade e medicações sem orientação medica. Num segundo momentos mudanças na posição errônea ao deitar-se (decúbito dorsal), assim como várias medidas de higiene do sono. Caso essas medidas não sejam suficientes, os Aparelhos Intra-Orais (AIO) ou os Aparelhos de Pressão Aérea Positiva (PAPs) podem ser utilizados como tratamentos ”não-invasivos” de escolha.

Os procedimentos mais invasivos como as cirurgias são relacionadas com as estruturas de partes moles e ósseas nasofaríngeas, como a Radiofrequência (RF), a Escleroterapia, a Uvulopalatofaringoplastia (UPFP) e suas modificações (Faringoplastia Lateral), a Glossectomia, bem como associações entre todos, quando indicados devem ser realizadas por cirurgiões experientes, terão resultados satifatorios de acordo com cada contexto, ou seja, as variações anatômico-funcionais de cada paciente necessitarão abordagens cirúrgicas individualizadas.

2 APNÉIA

Apnéia é uma parada respiratória, pode ser de duração variável e ocorrer durante o sono devido a oclusão ou semioclusão das VAS. É distúrbio comum e acomete todas as idades e ambos os sexos, independentemente do peso, embora seja mais freqüente nos obesos e pessoas com sobrepeso. Entretanto, nem todos os pacientes que roncam tem um quadro de  apnéia, somente uma parcela desses pacientes. Em tais pacientes, ocorre um estreitamento que produz o som, mas sem um fechamento da via aérea. Por outro lado, a grande maioria dos pacientes que têm apnéia roncam. Contudo, é raro, mas é possível de acontecer do paciente  ter apnéia e não  roncar.

2.1 DIAGNOSTICO

O exame mais indicado para o diagnóstico é a Polissonografia. Realizado em hospitais e clínicas especializadas. O paciente deve dormir durante o exame, enquanto vários parâmetros são monitorizados e avaliados. Com esse exame não só se consegue diagnosticar se o paciente tem ou não apnéia, como também qual é o grau da mesma. Outros distúrbios do sono podem ser também diagnosticados com esse exame.

2.2 RISCO

O ronco simplesmente, sem apnéia, pode causar problemas no âmbito social, pois o roncador frequentemente é motivo de incomodo, além de atrapalhar o sono dos que compartilham o ambiente. Além disso, essa respiração bucal noturna pode causar outros problemas como faringites em maior frequência que o normal. Contudo, a apnéia é um quadro mais grave. A curto prazo já podemos perceber as repercussões, como a sonolência diurna, cansaço e sensação de sono não reparador. Isso ocorre devido a fragmentação do sono. A longo prazo a pnéia já foi associada a hipertensão arterial, a risco aumentado de infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (derrame) e insuficiência cardíaca congestiva.

2.3 TRATAMENTO

Existem alguns tipos de tratamento e a decisão do médico sobre qual é melhor para cada paciente leva em consideração diversos fatores, como o grau da apnéia, variações anatômicas do pescoço, nariz e faringe, peso, etc. Todos os pacientes que têm ronco e apnéia são orientados a perder peso (quando estão com sobrepeso) e a fazer atividade física. A avaliação da respiração nasal também é muito importante. Também existem  outras opções de tratamento que  incluem: CPAP (Continuous positive airway pressure): é um aparelho que injeta ar com pressão positiva contínua na via aérea, fazendo com que cessem as apnéias a medida que aumenta a pressão. Assim como , também, as Cirurgia: há alguns tipos de cirurgias para ronco e apneia, as indicações de cada uma dependem do tipo de obstrução, da anatomia de cada paciente e do grau da apnéia. Ressalta-se que ninguém melhor do que o médico especialista para avaliar qual é o tratamento mais indicado para seu caso.