Vice & Versa
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Shirley

Eliana Printes

Ela veio, cantou e encantou. Eliana Printes é assim, por onde passa deixa corações alegres com sua música, de letra que nos faz pensar na vida e nos amores. Simpática e atenciosa, essa amazonense esteve em Boa Vista nesse último final de semana, quando se apresentou na Feind 2015 (Feira da Indústria de Roraima), evento promovido pelo Sistema FIER/SESI, ao qual agradeço em nome da jornalista Karen Teles, pela oportunidade de entrevistar essa artista, quando batemos um papo bem descontraído e que você confere agora.

Muitos cantores começaram a carreira em barzinhos. E com você, como foi?

Eu já comecei fazendo shows com a uma banda no Teatro Amazonas, em festivais... Comecei mesmo nos palcos, enfrentando o público. Aprendi muito a lidar com o palco, a tirar a inibição que se tem em início de carreira. Foi o ponta pé para saber realmente o que eu queria da vida. Nessa mesma banda, tinham muitos músicos que ao longo dos anos foram deixando o grupo para cursar faculdade. Eu fiz o contrário, tranquei a faculdade e comecei a cantar. Eu era muito nova, minha mãe tinha que me acompanhar porque eu era menor de idade.

Como foi sair de Manaus para levar sua música a outros públicos?

Foi muito difícil, por causa da ligação muito forte com a família. Fiz muitas coisas em Manaus, mas chegou o momento que eu percebi que tinha que expandir minha música. Foi quando decidimos morar no Rio de Janeiro, em 2008. Por conta da saudade, eram muitas idas e vindas (Rio de Janeiro a Manaus), mas chegou momento que optamos em morar no Rio de Janeiro. Fizemos muitos shows e a carreira deslanchou mesmo. Ainda bem que o trabalho vai alimentando a gente, aliviando um pouco a saudade da família. Eu acho que temos muito a aprender. Eu tenho muito a aprender.

E o primeiro disco, com o nome Eliana Printes?

Primeiro disco veio muito cheio de expectativas. E antes de lançá-lo eu fazia muitos shows em Manaus e as pessoas sempre perguntavam quando viria o primeiro disco. E foi criada essa expectativa. Esse disco é um dos mais importantes da minha carreira.

E sobre a sua ida à Europa...

Essa foi à segunda vez que estive na Europa. A primeira vez, em 2011, fui a convite do maestro alemão Knut Andreas. Essa história é bem interessante. Um conterrâneo meu que mora na Alemanha apresentou um de meus discos para esse maestro que é regente da Orquestra Sinfônica Collegium Musicum de Potsdam, que gostou de uma música “O céuhoje a noite”e começou a tocar no piano e escreveu um arranjo sinfônico. Ele entrou em contato com a gente e pediu autorização para criar esse arranjo. E ai começou a história pra eu ir à Alemanha cantar com a orquestra.

E agora em 2015?

Agora fui à Europa com uma turnê mais elaborada. Fui para Suíça, Alemanha e Áustria. Estive também na França, mas não fiz shows, mas expandimos nossa rede de contatos, fizemos divulgação, mas já ficou alguma coisa alinhavada para uma próxima oportunidade. Essa turnê serviu pra marcar minha trajetória e pude descobrir que posso aprender muito cantando com orquestra que, mesmo sendo um universo diferenciado pra mim, dar muita base pra gente aprender. Musicalidade e disciplina diferentes.

Qual sua relação com Boa Vista?

É de amor incondicional. Já perdi as contas. É sempre um prazer voltar à Boa Vista, onde tenho grandes amigos. Fazer shows aqui e reencontrar o público não tem coisa melhor. Voltar é mágico na vida da gente. Rever as pessoas com sorrisos, pra ouvir e cantar a nossa musica. Sou muito feliz porque posso voltar.

Quais músicas que não podem faltar em um show seu?

Depende. Aqui em Boa Vista as músicas do primeiro disco, como Andando em silencio, Por onde você for, Lembrando você, Presentes, Da laia do lama...

O que esperar de Eliana Printes em 2016?

Novo disco, novos shows, possibilidade de ir a Europa, cantar com orquestra. Expandir nosso trabalho para um maior número de pessoas e quem sabe retornar a Boa Vista.

Uma mensagem:

Acredito muito na vida, na bondade das pessoas. Se a gente plantar o bem ele retorna em seguida. Plante o bem e não olhe a quem.