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Shirley

Bruno Perez

Bruno Perez é um dos comunicadores mais conhecidos no Estado. Nasceu em Sete Lagoas – Minas Gerais. É formado em jornalismo pela PUC/MG, pós-graduado em Assessoria de Comunicação e Novas Tecnologias; e Marketing Político e Planejamento de Campanha Eleitoral. Chegou a Roraima em 2008 onde já atuou e continua atuando em vários veículos de comunicação. Um de seus planos é viver uma vida tranquila e poder ajudar as pessoas por meio do jornalismo e da APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), instituição que, por meio de uma ideia sua, será implantada em Boa Vista.

Como surgiu a ideia de trazer a APAE para Boa Vista?

Foi durante uma entrevista com duas mães. Na ocasião, elas divulgavam uma passeata em comemoração ao Dia do Down. Durante a conversa elas me relataram as dificuldades encontradas em Roraima para o atendimento exclusivo para crianças e adolescentes e até adultos com down, autismo e outras deficiências. Foi ali que me comprometi em ajudar de alguma forma. Nesse momento fui atrás de soluções rápidas para tentar ajudar. O Roraicap prontamente se mostrou interessado e as conversas avançaram.

E sobre a atuação da APAE por aqui?

Roraima é o único estado brasileiro que não possui uma Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae). Sendo assim, o Roraicap (Título de Capitalização) comercializado em Roraima, destina parte da arrecadação para a Apae Brasil. Esse dinheiro deveria ser repassado diretamente para a Apae Boa Vista, mas como a instituição não existe aqui, o dinheiro vai embora.

Quais resultados práticos são esperados com a implantação da APAE em Boa Vista?

Inicialmente a Apae, assim que for implantada, atenderá pessoas de baixa renda e que necessitam e não recebem o atendimento especializado. Será feita uma lista e posteriormente serão feitas entrevistas e análises para que as famílias possam ser atendidas.

Quem é o público alvo da instituição?

Pessoas com deficiências e limitações, como as síndromes de Down e Autismo.

Para ter acesso ao atendimento e atividades desenvolvidos pela APAE, como esse público alvo deve proceder?

Tudo é muito novo. Por isso os procedimentos serão iniciados após a implantação e posse da diretoria. Mas o cadastro e a análise de cada paciente serão levados em consideração. Quem não tem acesso a nenhum tratamento e realmente necessita será atendido.

Como está o processo de implantação e onde funcionará a APAE?

Foi montada uma comissão composta por pais e profissionais (sou o coordenador). Essa comissão está dando andamento a todos os trâmites até o dia 23 de junho, quando acontece a eleição.

E sobre a eleição para a escolha da diretoria da instituição?

Foi publicado o edital 30 dias antes e as pessoas interessadas devem montar as chapas e se apresentarem para concorrer a eleição. Qualquer pessoa pode participar do pleito. O importante é que quem entrar para concorrer conheça os desafios a serem enfrentados na Apae Boa Vista.

Quantos colaboradores serão necessários para iniciar os trabalhos?

A projeção inicial é de um corpo pequeno de profissionais. A ideia é atender um número razoável de pessoas e com o tempo obter mais apoios e parcerias para aumentar a demanda de serviços e mais vagas.

Quais profissionais da área da saúde irão compor a equipe multiprofissional da APAE/Boa Vista?

Técnicos de enfermagem, pedagogos, médicos e dentistas voluntários, por exemplo.

Como a APAE será mantida em Boa Vista?

Por meio de parcerias e doações; e com o repasse do Roraicap.

Tem alguma previsão para o funcionamento desta instituição?

Assim que a chapa for eleita começaremos os procedimentos de implantação, registro e montagem da estrutura física e do corpo de profissionais.