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Sindicato cobra envio do projeto de Revisão Geral Anual dos servidores do TJRR para a ALERR

Presidente do Sintjurr, Ariana Coelho,  afirma que TJRR aprovou gratificações e vantagens para os magistrados, mas esquece dos direitos dos servidores

O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (Sintjurr) voltou a cobrar nesta terça-feira, dia 15, o envio do Projeto de Lei da Revisão Geral Anual dos Servidores do Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR) para apreciação e votação na Assembleia Legislativa do Estado de Roraima (ALERR).

No início do mês, a presidente do Sintjurr, Ariana Coêlho, denunciou o atraso do envio e, à época, o TJRR informou que a proposta estava em tramitação regular com instrução em andamento nos setores administrativos daquela Corte.

Porém, a sindicalista denuncia que, na última sessão do Pleno, foram aprovadas gratificações e vantagens para os magistrados, mas os servidores continuam em segundo plano.

“Queremos salientar que não estamos cobrando nem um aumento de salário. Estamos reivindicando a revisão anual, que é um direito constitucional dos servidores garantido pela Carta Magna de 1988, e que o Tribunal está protelando, prejudicando centenas de profissionais”, denuncia Ariana.

A presidente do sindicato informa que o procedimento encontra-se instruído, com impacto orçamentário e parecer favorável, contudo, caminha a passos lentos.

Nesta quarta-feira, dia 16, está prevista uma nova reunião do Pleno do TJRR e, de acordo com Ariana, não confirmou-se a inclusão em pauta da revisão geral anual dos servidores. “Espera-se que o Projeto seja levado à mesa, independente de está ou não na pauta”, afirma Ariana.

A sindicalista aponta que, em 12 meses, desde o início da pandemia do coronavírus, o preço dos alimentos subiu 15% no país, quase o triplo do índice oficial da inflação. Combustíveis subiram mais de 25%. Sem contar a explosão do IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), que apresenta um reajuste do aluguel em mais de 30%.

Já estamos no meio do ano e o Tribunal não enviou o projeto para a Assembleia. Isso tem causado um descontentamento geral entre os servidores que, mesmo nesse tempo de pandemia, não têm deixado de trabalhar, seja de forma presencial ou em home office, no atendimento dos serviços jurídicos à população”, questiona.